quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Não é Halloween

A vida ou a morte tem alguns lances que, às vezes, me deixam despreparada. E isso acontece faz 50 séculos. Velhinhas simpáticas no leito da morte em hospitais sempre me emocionaram. Essa eu vim buscar num hospital de Seattle, Washington, EUA. No Brasil, o povo do SUS morre no corredor, sem leito. Mas, sobre isso, é inútil comentar ...

Diário da Foice, 05/06/2017



5 Coisas Que Não se Deve Fazer Quando Chegar a Hora


Eu aqui descansando em Balneário Camboriú com as crianças. Mortícia e Carontinho estão se esbaldando nas tépidas águas dessa praia e os banhistas olham espantados para elas ... ihihih ... Mas não é isso que quero comentar. Comento a dificuldade de se levar uma alma ao Céu ou para o Inferno, quando a alma da criatura pensando ser carnal pensa ainda estar viva! Mas, espere, céu ou inferno? Que pensamento ridículo. Aqui um artigo para se ler, para rir ou chorar. Desbeijos para todos!

Como diz o velho ditado “para morrer basta estar vivo e não ser o Niemeyer”. Yes, gentchi! Empacotar é um fato inexorável. Mas, ainda assim, poucos, pouquíssimos, quase nenhum de vocês, para não dizer NINGUÉM, se prepara de forma decente para a hora H. E não é porque não se tem mais nada a perder que se deve perder a elegância, néam?

Por isto escolhi as cinco principais gafes que vocês cometem no momento crucial, as cinco mancadas que mais me incomodam, para que vocês evitem cometê-las em nosso primeiro e último encontro. Evitar estes cinco micos-monsters não fará de você uma pessoa melhor, claro, mas já é um boooom começo. Ou um bom final. Tanto faz.

GAFE 1: NÃO ACEITAR QUE EMPACOTOU

Entendam de uma vez por todas: não adianta espernear, chorar, berrar, ou dizer que fez acordo com Deus e o mundo. Se EU apareci é game over, ok?

— Morte, eu não vou!

— Saco, começou…

— Tô falando sério, você não vai me levar. Eu não morri.

— Cara, eu tenho horário.

— Não interessa. Eu quero voltar pro meu corpo agora!

— Então corre porque acabaram de botar naquele forno crematório ali…

GAFE 2: TENTAR ME EXPLICAR O QUE ACONTECEU

Eu sei, eu vi a cagada que você fez ou que fizeram com você, não precisa me contar tudo de novo. Isto é soooo boring!

— Eu posso explicar, Morte: eu vinha a uns oitenta por hora.

— Cento e vinte.

— Aí o carro da frente deu sinal para direita.

— Não, não deu.

— Então vi que dava pra fazer a ultrapassagem.

— Não, não dava.

— E fui. Só não vi a moto que vinha no sentido contrário.

— Era uma carreta com um farol queimado.

GAFE 3: FAZER VISITINHAS ANTES DE PARTIR.

Isso até suporto se for rápido. Mas quando neguinho vem com papo de “queria ver minha sogra pela última vez” , COME ON! Dá pra sacar que é bullshit!

— Morte, antes de ir eu quero ver uma pessoa.

— Merda. Quem?

— Meu chefe. Quero dizer umas verdades na cara dele.

— Você sabe que ele não vai te ouvir, não sabe?

— Sei. Mas eu preciso dizer. Não posso ir sem antes mandá-lo pra puta que o pariu.

— Mas por que você não fez isso em vida?

— Porque não me deixaram. Ele é um doente terminal de câncer e está nas últimas.

— Ah tá, se é assim, então vamos. Quem sabe economizo uma viagem.

GAFE 4: QUERER LEVAR ALGUMA COISA PARA O ALÉM

Definitivamente: vocês não precisam e nem podem levar NADA. Imaginem que o além é como ir para o Rio Water Planet só que sem sunga.

— Dona Morte, eu posso levar meu Iphone?

— Não.

— Meu computador?

— Não.

— Posso levar minha coleção de DVDs?

— Não. Desista. No além a tecnologia humana não serve pra nada.

— Então por que você pegou meu Nintendo DS e escondeu na sua túnica?

— ISSO É PROBLEMA MEU!

GAFE 5: FILOSOFAR SOBRE O SENTIDO DA VIDA

Isso realmente DÁ NO SACO. O cara descobre a porra do sentido da vida dele só no último minuto e vem buzinando na minha orelha? Sentido da vida my ass!

— Da vida nada se leva.

— Arrã.

— Eu deveria ter escolhido melhor meus amigos.

— Arrã.

— O amor é tudo na vida. Agora eu percebi.

— Arrã.

— Eu não deveria ter cometido tantos crimes, nem roubado, nem prejudicado tanto o próximo.

— Escute, senador, o papo tá bom, mas a gente já tá parado na porta do inferno faz quinze minutos. Por favor, ENTRE LOGO!

Diário da Foice, 22/10/2010


sábado, 9 de dezembro de 2017

O Lampião do Tropeiro

Quadrinhos do Terror apresenta: "O Lampião do Tropeiro". Revista Calafrio nº 08, julho/1982. História: Maria A. Godoy ; Desenhos: R. Matias. Estúdio D - Arte Criações Ltda, São Paulo.

"Calafrio" foi uma revista de histórias em quadrinhos de terror que circulou de 1981 até o início dos anos 1990. Pertencia à editora D-Arte (fundada em 1981, em São Paulo) de Rodolfo Zalla. Era uma produção só com artistas nacionais.